Qual a sua real intenção ao viajar, especialmente de férias?
Você já notou que muitas vezes a sua viagem de férias pode virar mais uma demanda?
Você trabalha o ano inteiro e pensa nas férias como um espaço/tempo para desacelerar.
Mas na prática, o que acontece muitas vezes é: você enche tanto a sua agenda de férias que não sobra tempo para se encantar com a vida acontecendo devagar.

E as vezes gasta tanto tempo para planejar a viagem, buscando nela a perfeição, que já chega nela esgotada.
Nós queremos, muitas vezes em 15 dias, esgotar os passeios instagramáveis do destino e não nos damos tempo para não fazer nada.
E aí o que acontece? Voltamos de férias cansadas.
A vida continua sendo uma corrida com obstáculos, estejamos nós trabalhando ou de férias.
Essa demanda por produtividade faz tudo ter que ter uma utilidade, e muitas vezes, é no fazer algo totalmente sem utilidade que está a nossa pausa.

Tive um experiência em um retiro de silêncio (totalmente offline) em que uma aranha e sua enorme teia entre duas árvores virou o alvo de contemplação de todas ali presentes.
Mas a aranha e sua teia só foram realmente vistas porque não tinhamos a possibilidade de buscar conteúdo de forma compulsiva, para preencher um vazio que não será preenchido dessa forma.
Essa experiência aconteceu num retiro vipassana (https://www.dhamma.org/pt-BR/index) que fiz em Bangli, durante a nossa viagem à Indonésia. Você pode conhecer esse destino com a gente (https://descobrindoelas.com/indonesia/) e inclusive esticar o seu roteiro com um retiro Vipassana. Super recomendo essa experiência.
O tempo dedicado ao “inútil” virou tempo perdido. Mas talvez o perder tempo aqui seja ganhar. Ganhar em presença e em qualidade de vida
Que tal, ao invés de buscar pelo extraordinário, a gente possa inverter o girar da roda, e enxergar mais no ordinário mesmo. Ele tem tanto a oferecer.